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A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu, em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a manutenção da prisão preventiva de Felipe Vorcaro, primo do banqueiro Daniel Vorcaro e apontado como operador do caso Master.
Segundo o Ministério Público Federal, não houve mudança na situação de Felipe que justifique a revogação da prisão. O parecer foi assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, um dia após o ministro Edson Fachin solicitar manifestações sobre pedidos de liberdade apresentados por Felipe e por Henrique Vorcaro, pai do ex-dono do Banco Master.
Fachin destacou que a necessidade de manter prisões preventivas deve ser reavaliada periodicamente e mencionou os pedidos das defesas. No caso de Felipe, o ministro não fixou prazo para a manifestação da PGR.
Em relação a Henrique, a PGR aguardará informações da Direção-Geral do Complexo Penitenciário Nelson Hungria sobre o estado de saúde do empresário e a assistência médica oferecida no presídio. A unidade terá três dias para enviar os dados, e o Ministério Público Federal terá 15 dias depois disso para apresentar o parecer.
A defesa de Henrique voltou a pedir a substituição da prisão por domiciliar. Segundo os advogados, ele tem diverticulite recorrente e sofreu uma crise emergencial na prisão, além de apresentar um grave e progressivo quadro de saúde.
Fonte: O Globo