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sexta-feira, 06 de novembro de 2026

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SEGURANÇA

PEC da Segurança prevê integração de dados entre estados, diz ex-secretário

Mário Sarrubbo diz que a PEC da Segurança pode integrar dados policiais de estados diferentes e fortalecer o combate ao crime organizado.

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O ex-secretário nacional de Segurança Pública Mário Sarrubbo afirmou, em entrevista publicada pelo GLOBO em 6 de novembro de 2026, que a PEC da Segurança Pública poderá integrar dados policiais de diferentes estados. A proposta foi aprovada por unanimidade pelo Senado na terça-feira, 3 de novembro.

Segundo Sarrubbo, a medida permitirá que um delegado ou promotor tenha acesso a registros de ocorrência produzidos em outras regiões. Ele citou como exemplo a possibilidade de um boletim registrado em Manaus ficar disponível, cerca de cinco minutos depois, para uma autoridade em Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul.

O ex-secretário explicou que atualmente cerca de 12 ou 13 estados utilizam um sistema do Ministério da Justiça para boletins de ocorrência, mas cada unidade mantém sua própria estrutura. Para viabilizar a integração, será necessário criar mecanismos de interoperabilidade ou um sistema nacional.

Sarrubbo também defendeu que o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) passe a ter status constitucional. Na avaliação dele, a mudança pode institucionalizar a cooperação entre os estados e reduzir a dependência de relações pessoais entre autoridades para manter operações conjuntas e o fluxo de inteligência.

Antes de deixar o governo, em fevereiro, Sarrubbo participou da elaboração da proposta. Na entrevista, ele criticou a inclusão de medidas que considerou populistas, como o aumento de penas e a previsão de novas atribuições para guardas municipais, embora tenha defendido a estruturação dessas corporações com limites, formação unificada e corregedorias independentes.

O ex-secretário afirmou ainda que o combate ao crime organizado depende do estrangulamento financeiro das facções, do fortalecimento das polícias civis e do investimento em tecnologia, perícia e investigação. Ele também avaliou que a ampliação do papel da Polícia Rodoviária Federal para hidrovias e ferrovias pode reforçar a fiscalização contra o tráfico de armas e drogas.

Fonte: O Globo

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