Favoritos e preferências ficam neste navegador, sem precisar de cadastro.
O Conselho Nacional para a Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE) aprovou, nesta semana, a lista de 27 minerais que terão prioridade na política nacional para o setor no Brasil.
A reunião foi a primeira do conselho após a sanção, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da política nacional de minerais críticos, em setembro. Apenas projetos voltados aos minerais incluídos na lista poderão receber apoio governamental.
Entre os instrumentos previstos está um fundo garantidor com capacidade de até R$ 5 bilhões para facilitar a concessão de crédito à atividade mineral. A política também estabelece créditos fiscais de até 20% dos valores pagos pelos projetos contemplados, com limite anual de R$ 1 bilhão entre 2030 e 2034.
Os minerais foram divididos em três classes, conforme a importância para a soberania e a industrialização do país. A avaliação considera risco geopolítico, concentração geográfica da produção, potencial de substituição, posição brasileira na cadeia produtiva e dependência e vulnerabilidade do Brasil.
Na Classe I, de prioridade alta, estão terras raras, grafita, lítio, níquel, cobalto, cobre, manganês, silício e urânio. A Classe II, de prioridade média, reúne tungstênio, cromo, vanádio, tântalo, titânio, fosfato, potássio e enxofre.
A Classe III, de prioridade baixa, inclui nióbio, estanho, ferro, zinco, ouro, magnésio, molibdênio, tório, alumínio e grupo da platina.
Segundo as informações divulgadas, o Brasil detém cerca de 8% das reservas mundiais de lítio e 93,1% das reservas globais de nióbio. O lítio é usado em baterias de carros elétricos, enquanto o nióbio é empregado em ligas metálicas de alta resistência para a indústria e o setor aeroespacial.
As terras raras são um grupo de 17 elementos utilizados pela indústria de tecnologia. A extração e a separação desses minerais exigem procedimentos complexos.
Fonte: O Globo