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Uma nova espécie de roedor que pesava cerca de 30 quilos viveu há aproximadamente 35 milhões de anos na região onde hoje fica o sul da Tailândia, segundo estudo publicado na quarta-feira (4) na revista Scientific Reports.
Batizado de Yakamys sirindhornae, o animal foi identificado a partir de um molar inferior e de um fragmento de incisivo encontrados em 2004 na mina de carvão de Krabi. Os fósseis estavam em camadas próximas e foram atribuídos provisoriamente à mesma espécie.
A pesquisa reuniu cientistas da Tailândia, da França e do Canadá. Análises da morfologia dos dentes e da microestrutura do esmalte permitiram reconhecer uma espécie e um gênero até então desconhecidos.
O material foi encontrado pela geóloga Pannipa Tian, do Departamento de Recursos Minerais da Tailândia, que inicialmente considerou o incisivo um fragmento de osso por causa de seu tamanho. Outro integrante da expedição localizou o molar no mesmo dia.
O peso foi estimado com base em sete equações que relacionam as dimensões dos dentes ao tamanho corporal de roedores atuais e fósseis. Os resultados variaram de 21,4 a 47,3 quilos, com média de 31,6 quilos e mediana de 28,6 quilos; os pesquisadores adotaram aproximadamente 30 quilos como referência e ressaltaram a margem de incerteza.
A espécie viveu entre 35,1 milhões e 33,7 milhões de anos atrás, no final do Eoceno, e pertencia à família extinta Ischyromyidae. O achado amplia os registros sobre a distribuição e a diversidade desse grupo na Ásia, onde os fósseis conhecidos eram mais escassos e geralmente correspondiam a animais menores.
O nome Yakamys combina a palavra tailandesa yak, que significa gigante, com o termo grego mys, usado para rato ou camundongo. Sirindhornae homenageia a princesa Maha Chakri Sirindhorn, da Tailândia, pelo apoio à pesquisa científica e paleontológica no país.
Como os pesquisadores encontraram apenas dois dentes, não foi possível reconstruir a aparência do animal, determinar sua alimentação ou estabelecer seu comportamento. A presença dos fósseis em depósitos associados a um ambiente lacustre também não permite concluir que a espécie tinha hábitos semiaquáticos.
Fonte: O Globo