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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, homologou em 6 de novembro de 2026 a delação premiada de João Carlos Mansur, ex-dono da gestora de fundos Reag, no âmbito das investigações sobre o caso Master.
O acordo foi firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e é o primeiro celebrado nas investigações sobre o escândalo envolvendo o Banco Master. Com a homologação, a PGR poderá utilizar os relatos e as provas apresentados por Mansur; em troca, está previsto que ele receba benefícios penais.
Um dos principais focos da colaboração é Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que está preso desde março e também tenta firmar um acordo de delação com as autoridades. Segundo a fonte, Mansur era responsável, à frente da Reag, por estruturar a rede de fundos que abasteceu o suposto esquema do banco.
Fachin homologou o acordo porque analisa pedidos urgentes do inquérito do caso Master. O relator original, André Mendonça, havia remetido a investigação ao gabinete do presidente do STF em meio à crise aberta na Corte após a troca de acusações entre ministros, relacionada à citação de integrantes do Supremo em mensagens de Vorcaro.
Antes da remessa, Mendonça havia homologado a delação de Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, operador do mercado financeiro e dono da Entre Investimentos e Participações. A empresa teria sido usada para repasses de dinheiro entre Vorcaro e a produção do filme Dark Horse, sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo a colaboração de Freixo Júnior, os repasses chegaram ao fundo Havengate, sediado no Texas e apontado como principal financiador do filme. Ele confirmou à PGR ter feito, ao longo do ano anterior, sete transferências bancárias para o fundo, que totalizaram US$ 12,3 milhões, cerca de R$ 69 milhões pelo câmbio da época, a pedido de Vorcaro.
Fonte: O Globo