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O Departamento de Estado dos Estados Unidos elevou para até US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à captura e condenação de três líderes do Tren de Aragua, em 6 de novembro de 2026. O grupo venezuelano é classificado pelo país como organização terrorista estrangeira.
A medida foi coordenada com o FBI, a DEA e o Departamento de Justiça dos EUA. Os valores são de até US$ 20 milhões para Yohan José Romero, conhecido como Yohan Petrica, e de até US$ 15 milhões para Giovanni Vicente Mosquera Serrano, o Giovanni ou El Viejo, e Juan Gabriel Rivas Núñez, o Juancho.
Segundo as autoridades americanas, Romero é o principal líder da facção e comanda operações de narcotráfico, extorsão, assassinatos e mineração ilegal de ouro na Venezuela. Mosquera Serrano, incluído na lista dos dez fugitivos mais procurados pelo FBI, é acusado de coordenar operações nos Estados Unidos, na Colômbia e na América Central.
Juan Gabriel Rivas Núñez é apontado como responsável pelo comando de operações internas da rede na Venezuela. Em julho de 2026, um tribunal federal do Distrito Sul do Texas apresentou acusações contra os três por conspiração para fornecer apoio material a uma organização terrorista estrangeira; Mosquera Serrano também responde por distribuição internacional de cocaína.
Relatórios de inteligência policial mencionados na reportagem apontam que o Tren de Aragua se expandiu para ao menos três regiões do Brasil. A facção é descrita como fornecedora de armas para organizações criminosas locais, incluindo o Comando Vermelho, além de atuar em rotas de tráfico de drogas, extorsões, contrabando e exploração ilegal de recursos naturais.
Fonte: O Globo