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O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para receber os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS), que articulam candidaturas à presidência do Senado. Os encontros devem ocorrer na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.
A solicitação foi apresentada após o PL oficializar Marinho como candidato ao comando da Casa. A autorização ainda depende do ministro Alexandre de Moraes, e Bolsonaro indicou preferência por reuniões às terças, quartas ou quintas-feiras.
Segundo interlocutores dos senadores, as conversas devem tratar da disputa pelo Senado e da possibilidade de construção de uma candidatura única da oposição. Marinho afirma que tem um entendimento com Tereza Cristina para evitar um confronto direto, mas os dois ainda pretendem avaliar a viabilidade de seus nomes.
O movimento ocorre enquanto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está nos Estados Unidos e mantém contato com um grupo restrito de interlocutores. Parlamentares relatam dificuldades para falar com o senador, que prometeu liderar a oposição à distância.
O ex-presidente também recebeu, na semana passada, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O dirigente permaneceu cerca de duas horas na residência de Bolsonaro e disse, ao sair, que os dois conversaram sobre a eleição de outubro, sem detalhar o conteúdo.
Além dos encontros com aliados, Bolsonaro escalou o filho Carlos para acompanhar as negociações em Brasília e repassar informações sobre as articulações. Carlos participou da reunião que oficializou a candidatura de Marinho.
Flávio indicou Marinho como seu candidato à presidência do Senado em uma carta divulgada após sua chegada aos Estados Unidos. Embora tenha prometido apresentar uma estratégia de mobilização da oposição, o senador ainda não detalhou publicamente um plano de atuação.
A oposição tenta construir uma candidatura para enfrentar o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O PL busca ampliar sua influência sobre o comando do Congresso, enquanto Alcolumbre articula apoio para permanecer no cargo.
Fonte: O Globo