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O programa oficial da viagem de Leão XIV ao Peru prevê uma permanência de 3h05 em Cusco, cidade situada a aproximadamente 3.350 metros de altitude. Em 15 de novembro, o papa deve chegar às 10h, participar de um encontro às 10h30 e rezar o Angelus às 11h45, antes de embarcar para Pucallpa às 13h05, sempre no horário local.
A programação não prevê que ele passe a noite em Cusco. Na véspera, 14 de novembro, o pontífice tem compromissos em Chiclayo. O voo para Cusco está marcado para as 7h50 do dia seguinte. Depois, a agenda indica chegada a Pucallpa às 14h30, encontro às 15h e missa às 16h45. Os horários são os previstos pela Santa Sé e não significam, por si só, confirmação de que cada atividade ocorrerá conforme o planejado.
A altitude é um fator relevante porque, em locais elevados, a pressão do ar é menor e há menos oxigênio disponível. O impacto depende da altitude alcançada, da rapidez da subida e do tempo de exposição, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês).
O CDC informa que a aclimatação aguda — adaptação inicial do organismo à altitude — ocorre principalmente nos primeiros três a cinco dias após a subida. Quando possível, a orientação geral é subir gradualmente. Uma visita diurna a um local elevado, com retorno no mesmo dia a uma altitude menor, tende a ser menos estressante do que dormir em grande altitude. Essa explicação descreve recomendações gerais para viajantes e não avalia a condição individual do papa.
Entre os sintomas do mal agudo da montanha, o CDC lista dor de cabeça, cansaço, falta de apetite, náusea e vômitos. Eles costumam começar de duas a 12 horas após a chegada à altitude ou depois de uma subida adicional. A suscetibilidade varia de pessoa para pessoa, e não há um teste simples que permita prever quem terá o problema.
A entidade também orienta que falta de ar, fraqueza e tosse em altitude podem indicar edema pulmonar, uma condição que pode se agravar rapidamente. Confusão, sonolência intensa ou perda de coordenação são sinais que exigem descida urgente. Para pessoas com doenças cardíacas ou pulmonares, o CDC recomenda conversar antes da viagem com um médico familiarizado com medicina de altitude.
O contexto médico divulgado pela Santa Sé é específico: em 13 de outubro, a instituição informou que Leão XIV passou por cirurgia torácica videoassistida, com retirada do lobo inferior do pulmão direito, e descreveu o procedimento como bem-sucedido e sem complicações. Em 26 de outubro, afirmou que exames apontavam condição clínica favorável e que não havia contraindicação médica para a viagem. O comunicado também mencionou retomada gradual das atividades, com ajustes na rotina e períodos de descanso.
Fontes: Santa Sé — programa oficial da viagem apostólica; Centers for Disease Control and Prevention (CDC), Yellow Book; Centers for Disease Control and Prevention (CDC), Travelers’ Health; Santa Sé — comunicado sobre a cirurgia; Santa Sé — comunicado sobre a recuperação e a viagem; Santa Sé — partida de Roma