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O vice-ministro da Justiça do Chile, Luis Silva, renunciou em 30 de outubro de 2026 após a divulgação de reduções de pena concedidas pela pasta a 56 condenados por abuso sexual de menores. A renúncia foi aceita pelo presidente José Antonio Kast, segundo a Presidência.
A controvérsia começou na semana anterior, quando o veículo chileno Interferencia informou que os benefícios haviam sido concedidos a condenados por estupro e outros crimes sexuais.
Na quinta-feira (29), Silva publicou um vídeo nas redes sociais no qual afirmou ter assinado algumas das reduções de pena seguindo o critério estabelecido pelo ministro da Justiça, Fernando Rabat.
Rabat afirma que não poderia se recusar a aplicar as reduções porque estaria seguindo um entendimento da Suprema Corte. A oposição anunciou que solicitará no Congresso a abertura de um processo de impeachment contra o ministro.
O caso se ampliou após o Interferencia informar que três condenados por violações de direitos humanos durante a ditadura de Augusto Pinochet, entre 1973 e 1990, também receberam reduções de pena.
Deputados governistas criticaram as decisões do Ministério da Justiça, e Kast declarou que o Estado falhou com as vítimas dos presos libertados. Rabat é alvo de críticas da oposição desde a posse do governo, em março, e defendeu Pinochet em 2004 em um processo por suposto desvio de recursos públicos durante a ditadura.
Fonte: O Globo