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O Tribunal de Apelação de Victoria, na Austrália, rejeitou nesta sexta-feira, 30 de outubro de 2026, o recurso de Erin Patterson, condenada pelo assassinato de três pessoas e pela tentativa de homicídio de uma quarta em um caso de envenenamento com cogumelos.
Os três juízes mantiveram as condenações e determinaram que Patterson cumpra prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. A decisão retirou a previsão anterior de que ela pudesse solicitar o benefício após cumprir pelo menos 33 anos de prisão.
A defesa apresentou sete argumentos para tentar anular as condenações, incluindo questionamentos sobre a hospedagem dos jurados, o uso de dados de torres de telefonia celular, publicações no Facebook e a condução do interrogatório. Os magistrados rejeitaram todos os pontos.
O tribunal também concordou com a Promotoria, que considerava insuficiente a sentença original diante da gravidade dos crimes. Os juízes classificaram as mortes como resultado de uma atuação "extraordinariamente fria e premeditada".
O caso ocorreu em 2023, quando Patterson serviu um almoço em sua casa, em uma área rural de Victoria. A refeição, que incluía filé Wellington, continha cogumelos venenosos conhecidos como chapéu-da-morte.
Um júri considerou Patterson culpada pela morte dos sogros, Don e Gail Patterson, e de Heather Wilkinson, irmã de Gail. Ela também foi condenada pela tentativa de homicídio de Ian Wilkinson, marido de Heather, que sobreviveu à intoxicação e continua enfrentando problemas de saúde.
A equipe jurídica de Patterson tem 28 dias para decidir se tentará levar o caso à Suprema Corte da Austrália.
Fonte: O Globo