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sábado, 07 de novembro de 2026

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Justiça australiana mantém prisão perpétua de Erin Patterson

Tribunal de Victoria rejeita recurso de Erin Patterson e determina prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

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O Tribunal de Apelação de Victoria, na Austrália, rejeitou nesta sexta-feira, 30 de outubro de 2026, o recurso de Erin Patterson, condenada pelo assassinato de três pessoas e pela tentativa de homicídio de uma quarta em um caso de envenenamento com cogumelos.

Os três juízes mantiveram as condenações e determinaram que Patterson cumpra prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. A decisão retirou a previsão anterior de que ela pudesse solicitar o benefício após cumprir pelo menos 33 anos de prisão.

A defesa apresentou sete argumentos para tentar anular as condenações, incluindo questionamentos sobre a hospedagem dos jurados, o uso de dados de torres de telefonia celular, publicações no Facebook e a condução do interrogatório. Os magistrados rejeitaram todos os pontos.

O tribunal também concordou com a Promotoria, que considerava insuficiente a sentença original diante da gravidade dos crimes. Os juízes classificaram as mortes como resultado de uma atuação "extraordinariamente fria e premeditada".

O caso ocorreu em 2023, quando Patterson serviu um almoço em sua casa, em uma área rural de Victoria. A refeição, que incluía filé Wellington, continha cogumelos venenosos conhecidos como chapéu-da-morte.

Um júri considerou Patterson culpada pela morte dos sogros, Don e Gail Patterson, e de Heather Wilkinson, irmã de Gail. Ela também foi condenada pela tentativa de homicídio de Ian Wilkinson, marido de Heather, que sobreviveu à intoxicação e continua enfrentando problemas de saúde.

A equipe jurídica de Patterson tem 28 dias para decidir se tentará levar o caso à Suprema Corte da Austrália.

Fonte: O Globo

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