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O governo de Donald Trump suspendeu o programa que permitia a entrada de cidadãos chineses sem visto nas Ilhas Marianas do Norte, território americano no Pacífico. Anunciada pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, a medida entra em vigor em 30 de outubro e foi justificada por preocupações com segurança nacional, imigração irregular e turismo de nascimento.
O programa permitia permanências de até 14 dias sem visto e sem entrevista consular. Com a suspensão, os chineses terão de passar pelo processo de visto exigido para entrar em outras partes dos Estados Unidos.
A medida também atinge autorizações de viagem já aprovadas. Pessoas que estiverem legalmente nas ilhas quando a suspensão começar poderão concluir a estadia autorizada, mas precisarão de visto em futuras visitas.
As Ilhas Marianas do Norte atraíram mulheres chinesas interessadas em dar à luz no território, onde bebês nascidos sob a legislação americana recebem cidadania dos Estados Unidos. A prática é conhecida como turismo de nascimento.
O governo americano informou que avaliará o programa com os departamentos de Estado e do Interior. Em comunicado, o secretário do Departamento de Segurança Interna, Markwayne Mullin, afirmou que a isenção de visto facilitava o turismo de nascimento chinês e poderia representar riscos à segurança nacional.
A ilha de Saipã, principal centro populacional e turístico das Marianas do Norte, passou a receber mais visitantes chineses em 2009, após a flexibilização das regras de entrada para estimular a economia local. Segundo dados do governo local citados pela CNN Brasil, o número de nascimentos de filhos de turistas chinesas aumentou nos anos seguintes.
Fonte: O Globo