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O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, ordenou nesta quinta-feira, 30 de outubro, a militarização temporária de Cúcuta, principal cidade colombiana na fronteira com a Venezuela, em resposta a uma onda de violência e assassinatos atribuídos a grupos ilegais.
Segundo o presidente, policiais e militares foram mobilizados na capital do departamento de Norte de Santander. Nos últimos dias, a cidade registrou o assassinato de um aspirante a prefeito e um atentado com explosivos que feriu quatro policiais.
De la Espriella afirmou que a medida será mantida enquanto as autoridades trabalham para estabilizar a ordem pública. Esta é a segunda cidade militarizada pelo presidente desde que ele assumiu o poder, em agosto.
A primeira foi Santa Marta, cidade litorânea e turística que passou por uma onda de ataques a estabelecimentos comerciais e veículos atribuída a um grupo do narcotráfico no mês passado.
A região de fronteira com a Venezuela é marcada pela atuação do Exército de Libertação Nacional e de dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, que disputam receitas do narcotráfico e da mineração ilegal.
A militarização ocorre durante a pior crise de violência da última década no país. O presidente promove uma ofensiva contra acampamentos guerrilheiros que, segundo o conteúdo original, já deixou dezenas de mortos, incluindo oito menores.
Fonte: O Globo