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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensifica nesta semana a campanha pelos candidatos republicanos nas eleições de meio de mandato, enquanto aliados e assessores da Casa Branca avaliam que sua presença pode prejudicar o partido em disputas acirradas.
Uma pesquisa divulgada pela CNN aponta que os democratas têm chances de conquistar quatro cadeiras importantes no Senado, em Michigan, Maine, Texas e Kansas. O partido precisa obter uma vantagem de cinco cadeiras entre as 35 que serão renovadas para alcançar a maioria da Casa, atualmente controlada pelos republicanos.
Candidatos republicanos em disputas equilibradas passaram a se afastar de políticas e comportamentos de Trump, além de acusações de que ele usaria o cargo para obter vantagens pessoais. Segundo pessoas informadas sobre conversas internas, assessores políticos e grupos independentes ligados ao partido alertaram que comícios do presidente em estados decisivos poderiam causar mais prejuízos do que benefícios.
Trump rejeitou pesquisas que indicam sua impopularidade e decidiu transformar a eleição em uma avaliação de seu próprio governo. Ele tem uma agenda de comícios pelo país e sustenta que sua influência no Partido Republicano será suficiente para mobilizar os eleitores.
Dezesseis integrantes e ex-integrantes do governo e aliados do presidente disseram, sob condição de anonimato, que a Casa Branca vive um período de tensão entre facções, mudanças frequentes de pessoal e preocupação com uma eventual perda do controle legislativo. A porta-voz Danielle Alvarez afirmou que a equipe está unida para executar a agenda de Trump.
As aparições recentes do presidente incluíram mensagens sobre economia, mas também foram marcadas por protestos, comentários sobre o físico masculino e críticas aos democratas. A operação política da Casa Branca decidiu manter Trump como figura central da campanha, com foco em ampliar a participação dos eleitores republicanos.
Assessores próximos ao governo já consideram mudanças na equipe presidencial caso os republicanos percam ao menos a Câmara. Uma contratação recente, a de Katie Zacharia para a secretaria de imprensa, terminou após cinco dias, depois de uma estreia turbulenta e sem participação nas reuniões diárias da cúpula do governo, segundo pessoas familiarizadas com a situação.
A passagem de Zacharia alimentou especulações sobre uma possível perda de influência da chefe de gabinete, Susie Wiles. Trump negou estar insatisfeito com ela e declarou que Wiles permanecerá no cargo por muito tempo.
Fonte: O Globo