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O Partido Comunista Chinês expulsou 33 integrantes de seu Comitê Central ao fim da quinta plenária, encerrada em 29 de outubro de 2026, em Pequim. Liderada pelo presidente Xi Jinping, a reunião aprovou o aprofundamento da governança rigorosa do partido e o reforço do combate à corrupção.
Segundo a BBC, a plenária reuniu 279 membros do Comitê Central, contra 315 em outubro de 2025 e 364 em julho de 2024. Foi a primeira vez em 14 anos de governo de Xi que a participação ficou abaixo de 300, além de ser a menor desde a morte de Mao Tsé-Tung, em 1976.
Dos dirigentes expulsos, 16 são militares. O comunicado do partido mencionou “graves violações disciplinares e legais”, sem detalhar as acusações. Com as novas expulsões, o número de integrantes do Comitê Central afastados durante o terceiro mandato de Xi chegou a 51.
Entre os expulsos estão Ma Xingrui, ex-chefe do partido em Xinjiang; os ex-generais Zhang Youxia e Liu Zhenli; e o diplomata Liu Jianchao. Zhang Youxia, que era vice-presidente da Comissão Militar Central, foi destituído em agosto após uma investigação por corrupção, segundo o texto.
O órgão anticorrupção da China informou que 680 mil pessoas foram punidas no aparato partidário nos nove primeiros meses de 2026. Analistas ouvidos pela BBC associaram o reforço da disciplina à preparação para o congresso do partido, previsto para o próximo ano, quando Xi deve buscar um quarto mandato consecutivo.
Fonte: O Globo