Ir para o conteúdo

sábado, 07 de novembro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

MUNDO

Netanyahu lidera votação, mas não alcança maioria para governar em Israel

Netanyahu lidera a votação em Israel, mas seu bloco fica abaixo da maioria necessária para formar um governo.

Compartilhe
WhatsApp

Benjamin Netanyahu não venceu a eleição realizada na terça-feira em Israel, mas seu partido, o Likud, terminou à frente dos demais, segundo os resultados iniciais. Com 95% das urnas apuradas, o bloco do primeiro-ministro tinha 53 cadeiras no Parlamento, abaixo das 61 necessárias para formar maioria.

Os partidos de oposição reuniam 48 assentos, enquanto as legendas lideradas por árabes somavam 19. Juntos, os dois grupos chegavam a 67 cadeiras, mas a formação de um governo dependia de superar divisões entre os partidos judeus e a resistência a uma aliança com siglas árabes.

Netanyahu chegou à votação desgastado pela cobrança sobre o ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, pelas críticas às tentativas de ampliar o poder do governo sobre o Judiciário e pela oposição à convocação de judeus ultraortodoxos para o serviço militar.

Apesar disso, o primeiro-ministro voltou a explorar temores relacionados à segurança, à criação de um Estado palestino e à participação de partidos árabes em um eventual governo. A estratégia incluiu anúncios que retratavam políticos árabes, como Mansour Abbas, como uma ameaça interna.

Analistas ouvidos na reportagem atribuíram parte do desempenho de Netanyahu à capacidade de mobilizar eleitores de direita em torno de riscos futuros, especialmente relacionados ao Irã e a seu programa nuclear. A relação do primeiro-ministro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também foi usada durante a campanha.

A oposição chegou à eleição liderada pelo ex-chefe militar Gadi Eisenkot e esperava conquistar maioria formada exclusivamente por partidos predominantemente judeus. O bloco, porém, não se uniu completamente em torno de Eisenkot, enquanto aliados como Naftali Bennett e Avigdor Liberman mantiveram ambições de liderar o governo.

Com Netanyahu ainda no cargo, os adversários precisam decidir entre tentar formar uma maioria própria, possivelmente com apoio de partidos árabes, ou negociar um governo de unidade nacional que exclua alguns dos aliados mais extremistas do primeiro-ministro.

Fonte: O Globo

Leia também