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A ex-ministra espanhola Fátima Báñez, de 59 anos, está entre as 69 vítimas confirmadas do acidente envolvendo trens de alta velocidade ocorrido na quarta-feira (28), em Urda, na província de Toledo, na Espanha. A morte foi confirmada nesta quinta-feira (29) pelo Partido Popular (PP) e pela Confederação Espanhola de Organizações Empresariais (CEOE).
Báñez viajava em um dos trens a convite do presidente da Andaluzia, Juan Manuel Moreno Bonilla, para participar de um evento da confederação empresarial da região, segundo o jornal El País. Jornais locais informaram que ela estava em um dos vagões mais atingidos pelo impacto.
Fátima Báñez comandou o Ministério do Emprego e da Seguridade Social entre 2011 e 2018, durante o governo do então primeiro-ministro Mariano Rajoy. Foi a primeira mulher a ocupar o cargo e a pessoa que permaneceu por mais tempo à frente da pasta, com sete anos de atuação.
Formada em Ciências Econômicas e Empresariais pela Icade e com mestrado em Gestão Pública pelo IESE, Báñez participou da formulação e da implementação da política econômica do governo Rajoy. Em 2012, conduziu uma reforma trabalhista aprovada sem consenso com os sindicatos e que provocou forte reação.
No ano seguinte, também esteve à frente de mudanças no sistema de aposentadorias. Uma delas limitava a atualização das pensões a 0,25% ao ano enquanto o sistema apresentasse déficit; outra vinculava futuras aposentadorias à expectativa de vida. Esse segundo mecanismo foi adiado e posteriormente revogado sem ser aplicado.
Após deixar o ministério, Báñez permaneceu como deputada por mais um ano e deixou o Parlamento em 2019. Em 2020, passou a integrar a CEOE e assumiu a presidência da Fundação CEOE, a convite do presidente da entidade, Antonio Garamendi.
A morte provocou manifestações de políticos e representantes empresariais. O presidente do PP, Alberto Núñez Feijóo, chamou Báñez de "mulher incansável" e "amiga leal", enquanto Juan Manuel Moreno Bonilla e Isabel Díaz Ayuso também lamentaram a perda.
Fonte: O Globo