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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu, na quinta-feira (29), uma investigação criminal na Califórnia sobre a suposta inscrição de estrangeiros como eleitores, a menos de uma semana da votação de meio de mandato. Funcionários eleitorais de Los Angeles receberam intimações para depor diante de um grande júri federal em 4 de novembro.
As intimações solicitam comunicações internas sobre exigências feitas pelo Departamento de Justiça ao condado e à Secretaria de Estado da Califórnia, além de registros sobre a triagem de votos supostamente ilegais de estrangeiros e medidas para impedir que votos de não cidadãos sejam contados.
O registrador do condado de Los Angeles, Dean Logan, classificou as intimações como “intimidação” e afirmou que os funcionários eleitorais estão cumprindo as leis estaduais e federais. Uma porta-voz do Departamento de Justiça não comentou o caso.
Uma intimação de grande júri não significa que a pessoa intimada esteja sendo investigada. Segundo a informação divulgada, o Departamento de Justiça raramente intima pessoas que pretende acusar de um crime.
Na semana passada, funcionários eleitorais de todo o estado receberam uma carta alertando para o risco de “escrutínio federal significativo” caso não cumprissem as exigências. O principal promotor federal em Los Angeles, Bill Essayli, também sugeriu que eles poderiam ser processados.
Neste mês, o governo Trump entrou com uma ação para impedir a Califórnia de contar os votos de cerca de 20 mil pessoas que, segundo Washington, provavelmente não são cidadãs americanas. O estado afirma que os dados federais usados para elaborar a lista não são confiáveis.
O juiz federal David O. Carter rejeitou o pedido e afirmou que as ações de Washington demonstravam uma tentativa de interferência eleitoral. O governo havia acusado a Califórnia de ter 190 mil eleitores ilegais em seus registros, número depois revisado para 20 mil, e recorreu da decisão.
No mesmo dia, o Departamento de Justiça ampliou uma investigação no Alasca sobre o suposto esforço de democratas para recrutar candidatos que tirassem votos do senador republicano Dan S. Sullivan, candidato à reeleição. A campanha da deputada Mary Peltola e a Comissão de Campanha Democrata para o Senado negam envolvimento.
Fonte: O Globo