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O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia informou em 29 de outubro de 2026 que 256 cidadãos do país morreram e 973 estão desaparecidos em meio à guerra entre Rússia e Ucrânia. Segundo o governo, 162 mortes ocorreram no lado ucraniano e 94 no russo.
A Ucrânia concentra a maior parte dos desaparecimentos, com 666 casos, ante 297 registrados na Rússia. Milhares de colombianos participam do conflito, segundo informações citadas pelo ministério.
O vice-ministro de Assuntos Migratórios, Pedro Agustín Roa, pediu cautela com ofertas de emprego no exterior ligadas a atividades militares. Ele afirmou que colombianos que deixam o país para participar de conflitos internacionais enfrentam limitações de proteção e assistência consular em zonas de guerra.
Kiev afirma que o recrutamento de estrangeiros para suas forças é legal, enquanto Moscou nega vínculos com redes de recrutamento. Famílias colombianas, porém, relatam maus-tratos contra parentes envolvidos no conflito.
Estimativas mencionadas na reportagem apontam que entre 5 mil e 7 mil colombianos estejam envolvidos na guerra entre Rússia e Ucrânia. As Nações Unidas calculam que pelo menos 10 mil mercenários colombianos atuem no exterior, atraídos, em muitos casos, por promessas de altos salários e segurança.
O recrutamento de colombianos também ocorre para conflitos e serviços de segurança em outros países. Entre os destinos citados estão o Sudão, o México e o Haiti, onde 17 colombianos aguardam julgamento acusados da morte do presidente Jovenel Moïse.
Fonte: O Globo