Favoritos e preferências ficam neste navegador, sem precisar de cadastro.
A colisão entre dois trens de alta velocidade deixou 74 mortos e 179 feridos na quarta-feira, perto de Urda, na região de Castilla-La Mancha, a cerca de 150 quilômetros ao sul de Madri, na Espanha. O balanço foi divulgado nesta quinta-feira pela Comissão de Investigação de Acidentes Ferroviários do Ministério dos Transportes.
O acidente ocorreu por volta das 8h53, no horário local, quando um trem da estatal Renfe, que seguia de Madri para Sevilha, atingiu a traseira de uma composição da empresa Iryo, que estava parada nos trilhos.
As equipes de resgate continuavam os trabalhos entre os vagões destruídos, com o auxílio de dois grandes guindastes. A porta-voz do governo regional de Castilla-La Mancha, Esther Padilla, afirmou que as operações ainda não poderiam ser consideradas concluídas.
O ministro dos Transportes, Óscar Puente, disse que uma falha informática afetou um trecho ferroviário de aproximadamente 69 quilômetros e levou à parada de cerca de seis trens. Segundo os primeiros indícios, o trem da Renfe retomou a viagem sem adotar as precauções de velocidade previstas e percorreu cerca de 25 quilômetros antes da colisão.
As circunstâncias da retomada do tráfego e a eventual existência de negligência estão entre os pontos investigados. O primeiro-ministro Pedro Sánchez afirmou que as causas serão apuradas e que possíveis responsabilidades serão esclarecidas.
A Espanha iniciou nesta quinta-feira três dias de luto nacional. Sánchez cancelou a participação em uma cúpula sobre obesidade prevista para Madri, e o Partido Socialista (PSOE), liderado por ele, suspendeu as atividades de campanha programadas para o dia.
No município de Urda, uma escola foi preparada para receber familiares em busca de informações sobre os passageiros. A Cruz Vermelha prestou assistência aos grupos, enquanto a Guarda Civil instalou postos em Madri, Toledo, Córdoba e Sevilha para coletar amostras de DNA. Também foram abertos pontos de doação de sangue em Castilla-La Mancha e Madri.
Fonte: O Globo