Favoritos e preferências ficam neste navegador, sem precisar de cadastro.
Os corretores de imóveis de luxo Oren, Alon e Tal Alexander foram condenados a 30 anos de prisão federal cada um por crimes de tráfico sexual nos Estados Unidos. A sentença foi proferida na terça-feira, 27 de outubro de 2026, pela juíza Valerie E. Caproni, em um tribunal federal de Manhattan.
O trio foi considerado culpado de dez acusações relacionadas a uma conspiração que, segundo a acusação, envolvia estupro, abuso sexual e exploração de mulheres. Os promotores afirmaram que pelo menos 70 mulheres foram estupradas ou sofreram violência sexual ao longo de vários anos.
Durante a audiência, Caproni rejeitou o pedido da defesa para reduzir as penas para 15 anos e criticou os irmãos por continuarem negando os crimes. A magistrada afirmou que a conduta dos condenados foi monstruosa.
O julgamento, realizado em março, reuniu depoimentos de 11 mulheres. Elas relataram agressões sexuais e episódios em que teriam perdido o controle do corpo após receber bebidas dos irmãos, que também teriam atraído mulheres para viagens e eventos de luxo.
Antes da sentença, vítimas falaram sobre os efeitos dos abusos. Maya Miller disse representar outras mulheres que teriam sido silenciadas, enquanto Katie Moore afirmou que os três tratavam as mulheres como se suas vidas e sua humanidade não tivessem valor.
Presos desde 2024, os irmãos mantêm a alegação de inocência. A defesa pediu a pena mínima e afirmou que eles haviam se desculpado por comportamentos considerados insensíveis, enquanto os promotores haviam solicitado prisão perpétua.
Os pais dos condenados, Orly e Shlomi Alexander, pediram clemência à Justiça, assim como as esposas dos irmãos. Kamila, modelo brasileira e mulher de Oren, relatou o impacto da prisão durante o fim de sua gravidez.
A juíza também afirmou considerar inadequado que os três cumpram pena na mesma unidade prisional, por entender que a convivência entre eles poderia exercer influência negativa.
Fonte: O Globo