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A Guarda Civil da Espanha mobilizou unidades em Madri, Sevilha, Córdoba e Toledo nesta quarta-feira para coletar amostras de DNA de familiares de vítimas da colisão entre dois trens de alta velocidade, ocorrida perto de Toledo.
Em um vídeo publicado no X, uma porta-voz da corporação pediu que parentes de primeiro grau compareçam aos postos indicados para ajudar a identificar pessoas desaparecidas e agilizar o reconhecimento dos mortos.
Os endereços informados ficam na rua Batalla del Salado, 32, em Madri; na avenida de la Borbolla, 8, em Sevilha; na avenida de los Mozárabes, em Córdoba; e na avenida Barber, 42, em Toledo.
A mobilização ocorre enquanto familiares buscam informações sobre passageiros desaparecidos. Segundo relatos publicados pelo El País, uma mulher identificada como Laura conseguiu falar brevemente com o primo, que viajava em um dos trens com destino a Sevilha e disse estar na cabine atingida.
No pavilhão municipal de Urda, sobreviventes com ferimentos leves começaram a reencontrar familiares. Juan, de 65 anos, que viajava a trabalho no sexto vagão de um trem da Renfe, recebeu atendimento por traumatismo craniano e relatou ter sentido um forte impacto, seguido por gritos e tentativas de passageiros de escapar e ajudar uns aos outros.
O acidente ocorreu por volta das 8h54 no horário local, nas proximidades da estação de Urda, a cerca de 150 quilômetros ao sul de Madri. Segundo a imprensa espanhola, a colisão deixou 46 mortos e 179 feridos. As causas ainda não foram esclarecidas, e a circulação ferroviária entre Madri e a Andaluzia foi suspensa, de acordo com a Adif, responsável pela infraestrutura ferroviária do país.
Fonte: O Globo