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Dois trens de alta velocidade colidiram pouco antes das 9h desta quarta-feira (28), entre Los Yébenes e Urda, na província espanhola de Toledo. O acidente deixou mortos e feridos, e mobilizou equipes de emergência.
Vídeos feitos por passageiros e testemunhas mostram vagões danificados, partes das composições espalhadas por um aterro e pessoas nas proximidades do local. Dois vagões saíram dos trilhos e caíram por uma encosta, segundo informações divulgadas por autoridades e pela imprensa espanhola.
A colisão envolveu um trem AVE, operado pela estatal Renfe, e uma composição da empresa privada Iryo. Os trens faziam trajetos ligados à conexão entre Madri e Sevilha.
Passageiros relataram um forte impacto e confusão logo após a colisão. Patricia, uma passageira grávida, disse à rádio COPE que viu um dos vagões cair pela janela e conseguiu sair da composição.
O prefeito de Urda, Manuel Galán, confirmou a existência de feridos e afirmou que a Defesa Civil pediu à prefeitura a preparação de um pavilhão para receber passageiros, se necessário. Hospitais da região foram mobilizados para atender as vítimas.
A causa do acidente ainda não havia sido oficialmente determinada. Informações preliminares indicavam que um dos trens poderia ter atingido o outro por trás.
A circulação de trens de alta velocidade foi suspensa nos dois sentidos entre Madri e a Andaluzia. A Renfe informou que os serviços entre Madri, Ciudad Real e a Andaluzia foram afetados, enquanto a Iryo cancelou inicialmente viagens com origem na estação Madrid-Puerta de Atocha e destino ao corredor sul.
A Adif, responsável pela infraestrutura ferroviária espanhola, confirmou a interrupção. O governo regional de Castilla-La Mancha ativou o plano territorial de emergência para Toledo, com o envio de bombeiros, profissionais de saúde e agentes de proteção civil.
O ministro dos Transportes da Espanha, Óscar Puente, afirmou que acompanhava a situação no centro de controle ferroviário. O primeiro-ministro Pedro Sánchez também passou a monitorar o caso em contato com as autoridades.
Fonte: O Globo