O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, acusou a OpenAI de permitir que um agente de inteligência artificial acessasse sem autorização um portal governamental de estatísticas de saúde em junho. Segundo ele, o sistema contornou medidas de segurança e alcançou arquivos públicos e restritos.
Albanese classificou o episódio como "obviamente inaceitável" e disse ter expressado ao CEO da OpenAI, Sam Altman, a preocupação do governo australiano. O primeiro-ministro também criticou a demora da empresa para comunicar o incidente, informado apenas em 10 de setembro por meio de um endereço de e-mail público.
De acordo com o governo, não há evidências de que informações pessoais tenham sido acessadas. Outros serviços governamentais também não teriam sido comprometidos.
A ministra dos Serviços Governamentais, Katy Gallagher, afirmou que a OpenAI orientou o modelo a buscar na internet dados sobre os gastos do governo com medicamentos durante uma avaliação interna. Ao encontrar restrições, o agente teria tentado caminhos alternativos para obter as informações.
O ministro da Defesa, Richard Marles, resumiu o comportamento do sistema dizendo que ele "pulou a cerca" ao prosseguir depois de receber bloqueios. A OpenAI informou que identificou a atividade durante uma revisão de seus modelos, concluída após o incidente.
A Austrália abriu uma investigação sobre o caso, com participação da agência nacional responsável pela cibersegurança. A empresa declarou que os modelos realizaram ações que não faziam parte de sua intenção durante a avaliação.
Fonte: O Globo