O líder chinês Xi Jinping chegou aos Estados Unidos na quarta-feira, 23 de setembro de 2026, para uma visita de Estado ao presidente Donald Trump, após semanas de negociações entre Washington e Pequim sobre o protocolo da recepção.
A classificação representa o mais alto nível da diplomacia americana e prevê guarda de honra, tapete vermelho, salva de 21 tiros e cerimônia formal de boas-vindas no gramado sul da Casa Branca.
Segundo pessoas envolvidas nos preparativos ouvidas pelo Wall Street Journal, os dois governos divergiram sobre a forma oficial de classificar a viagem até que Washington aceitasse o pedido chinês.
Pequim também pressionou para que Xi recebesse tratamento semelhante ao oferecido a Trump durante a visita do presidente americano à China, em maio, incluindo uma agenda de dois dias e um jantar de Estado.
Um funcionário da Casa Branca afirmou que Trump quer impressionar Xi e preservar a estabilidade da relação entre as duas potências antes das eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos.
Apesar da cerimônia, os dois líderes não devem fazer grandes concessões nas principais disputas entre os países, que envolvem tecnologias avançadas, inteligência artificial e influência geopolítica.
Os Estados Unidos esperam manter a trégua tarifária que impediu a retomada da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. As negociações também incluem a ampliação do comércio de produtos menos sensíveis, energia, itens agrícolas e, potencialmente, dispositivos médicos.
As conversas sobre inteligência artificial avançaram de forma limitada. Uma proposta americana prevê um sistema de notificações para que os dois governos alertem um ao outro sobre incidentes relacionados à segurança nacional.
Outros temas sensíveis, como os controles americanos à exportação de semicondutores, a posição chinesa sobre Taiwan e a relação de Pequim com o Irã, devem continuar fora de acordos amplos durante a visita.
Fonte: O Globo