Jesni Sam, que sobreviveu à queda de um helicóptero na noite de seu casamento, processou o espaço onde a cerimônia foi realizada e a empresa responsável pelo voo em Dawsonville, na Geórgia, nos Estados Unidos. Ela afirma que ficou presa aos destroços ao lado do corpo do marido, Dave Fiji, por quase seis horas após o acidente de 29 de maio.
Sam e Fiji haviam se casado no The Revere, espaço para eventos localizado a cerca de uma hora de Atlanta. Como parte de uma experiência oferecida pelo local, os recém-casados embarcaram em um helicóptero Robinson R66 operado pela Prestige Helicopters.
A aeronave caiu em uma área de mata cerca de cinco minutos depois da decolagem, após atingir árvores. Fiji, de 25 anos, e o piloto, Nikhil Nargundkar, morreram.
Segundo a ação, Sam sofreu ferimentos graves e ficou presa à estrutura retorcida do helicóptero. De acordo com o Atlanta Journal-Constitution, equipes de resgate conseguiram retirá-la dos destroços pouco antes das 3h, durante a madrugada.
O processo acusa o The Revere e a Prestige Helicopters de não terem avaliado adequadamente as condições meteorológicas e de permitirem a decolagem apesar de alertas para tempestades, baixa visibilidade, chuva e neblina. Um relatório preliminar do NTSB, órgão americano que investiga acidentes de transporte, também mencionou a possibilidade de chuva, neblina e teto de nuvens baixo na região no momento do voo.
Sam afirma que passou a enfrentar cicatrizes permanentes, ansiedade, depressão, transtorno de estresse pós-traumático e medo de voar. A ação pede indenização por despesas médicas, sofrimento e pela morte de Fiji. As acusações ainda não foram comprovadas judicialmente, e as empresas citadas não haviam apresentado resposta nos registros consultados.
Fonte: O Globo