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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

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JUSTIÇA

STF analisa caso de indenizações a usinas citado em mensagens de Vorcaro

Segunda Turma do STF analisa questão sobre indenizações a usinas citada em mensagens encontradas pela PF no celular de Daniel Vorcaro.

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A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começa a analisar na sexta-feira, 25 de setembro de 2026, uma questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes para levar ao plenário da Corte um processo sobre indenizações a usinas do setor sucroalcooleiro.

O caso envolve a necessidade de perícia individual para comprovar o prejuízo de cada usina causado pelo controle de preços do extinto Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA), mesmo quando os critérios de indenização já foram definidos em sentença transitada em julgado.

Gilmar Mendes defende que o plenário uniformize o entendimento do STF sobre o alcance do Tema 826 da repercussão geral. A questão será julgada no plenário virtual da Segunda Turma entre 25 de setembro e 2 de outubro.

A discussão ganhou relevância após mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, indicarem o interesse de pessoas próximas ao ministro Kassio Nunes Marques no resultado de processos relacionados à mesma controvérsia.

As mensagens também mencionam um contrato do Banco Master com o escritório Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos Advocacia, que inclui Camilla Ramos, mulher do desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. O acordo previa honorários de 5% sobre valores recebidos pelo banco em 12 processos de indenização ligados ao antigo IAA.

Newton e Camilla aparecem nas conversas como integrantes da chamada "Turma do KN", expressão que, segundo o material, fazia referência a Nunes Marques. O ministro afirmou que o julgamento citado não envolvia o Banco Master e declarou que nunca votou a favor de Vorcaro ou do banco.

O processo em análise foi apresentado pela União e tem a Raízen Energia e outras empresas como partes recorridas. Se a Segunda Turma aprovar a questão de ordem, os dez ministros que atualmente integram o STF deverão uniformizar o entendimento sobre a exigência de perícia individual.

Fonte: O Globo

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