O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, chegou a Nova York nesta quarta-feira (23) para discursar na Assembleia Geral da ONU, um dia depois de Donald Trump ameaçar "aniquilar" a República Islâmica caso não haja um acordo.
A visita ocorre em meio à pressão militar e econômica dos Estados Unidos contra o Irã e às negociações diplomáticas sobre o futuro do Estreito de Ormuz. Ao embarcar para os Estados Unidos, Pezeshkian afirmou que defenderia com firmeza os interesses iranianos.
Na terça-feira (22), o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, e o enviado especial americano Steve Witkoff participaram de uma reunião mediada pelo Catar. Segundo o governo iraniano, o contato serviu para apresentar exigências como o fim da guerra, a suspensão das ações americanas, o encerramento do bloqueio naval e a liberação de ativos do país.
Trump classificou as conversas como "muito boas" e disse que uma nova reunião poderá ocorrer em breve. O Ministério das Relações Exteriores do Irã confirmou o contato, mas negou que Teerã tenha flexibilizado suas posições para viabilizar um acordo.
Além da disputa com Washington, Pezeshkian deve abordar a instabilidade no Estreito de Bab el-Mandeb, atribuída às ações dos houthis, grupo aliado do Irã. A crise nas duas rotas estratégicas de navegação tem afetado o comércio internacional e contribuído para a pressão sobre os preços do petróleo.
O G7 pediu que o Irã encerre o apoio aos houthis e que o grupo suspenda ataques contra a Arábia Saudita. Teerã, porém, não reivindicou participação nas decisões relacionadas à ofensiva mais recente do grupo iemenita.
A viagem de Pezeshkian ocorre durante a guerra entre Irã e Estados Unidos. Segundo fontes americanas citadas pela CNN, a segurança do presidente iraniano em Nova York está sob responsabilidade do Serviço Secreto dos Estados Unidos.
Fonte: O Globo