O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, ordenou nesta terça-feira, 22 de setembro, a militarização de Santa Marta após ataques a comerciantes e incêndios de veículos atribuídos a uma onda de violência ligada ao narcotráfico.
A medida foi anunciada depois de uma operação das autoridades contra as Autodefesas Conquistadoras da Sierra Nevada (ACSN), grupo que atua em Santa Marta e áreas próximas. Segundo o presidente, a ação matou um coordenador da organização e 12 colaboradores.
Na madrugada de terça-feira, circularam rumores sobre um paro armado imposto pelas ACSN em resposta à operação. O termo é usado na Colômbia para descrever restrições forçadas ao comércio e à circulação determinadas por grupos criminosos.
Áreas de Santa Marta amanheceram desertas. Vídeos publicados nas redes sociais mostraram homens armados em motocicletas atirando contra estabelecimentos comerciais e caminhões incendiados bloqueando estradas.
De la Espriella afirmou que os criminosos ameaçaram comerciantes, moradores e transportadores. Ao anunciar a militarização, disse que quem não se submetesse seria abatido e que não permitiria que a população fosse submetida ao terror.
A polícia reforçou a presença nas áreas comerciais da cidade com unidades de combate à extorsão e forças especiais. Tropas do Exército também foram mobilizadas na estrada que liga Santa Marta ao departamento de La Guajira.
As ACSN têm origem paramilitar e são financiadas, segundo as autoridades, pelo controle de rotas do narcotráfico e pela extorsão no Caribe. A atuação do grupo se estende da Sierra Nevada de Santa Marta até La Guajira, na fronteira com a Venezuela.
Desde que assumiu o cargo, em agosto, De la Espriella promete combater grupos ilegais financiados pelo narcotráfico, pela mineração ilegal e pela extorsão. O governo rejeita negociações de paz com organizações armadas e afirma contar com o apoio dos Estados Unidos e de Israel.
Fonte: O Globo