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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

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Pezeshkian prepara discurso na ONU após ameaça de Trump ao Irã

Pezeshkian discursa na ONU nesta quarta-feira em meio à ameaça de Trump e a negociações sobre o Estreito de Ormuz.

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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, está em Nova York para discursar na Assembleia Geral da ONU nesta quarta-feira (23), em meio à tensão com os Estados Unidos e às negociações sobre o futuro do Estreito de Ormuz.

A expectativa em torno da fala aumentou depois de o presidente americano, Donald Trump, afirmar na terça-feira (22), durante seu discurso na ONU, que o Irã teria de escolher entre um acordo e a "aniquilação" da República Islâmica.

No mesmo dia, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, e o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, participaram de uma rodada de negociações mediada pelo Catar. Trump classificou a conversa como "muito boa" e disse esperar uma nova reunião em um futuro próximo.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã confirmou o contato, mas negou que tenha flexibilizado suas posições. Segundo o porta-voz Esmail Baghaei, Teerã apresentou como condições o fim da guerra, a interrupção das ações militares e do bloqueio naval dos Estados Unidos, o encerramento da pressão econômica e a liberação de ativos iranianos.

O discurso de Pezeshkian também deve abordar a instabilidade em outras rotas estratégicas do Oriente Médio, incluindo o Estreito de Bab el-Mandeb, onde os houthis, aliados de Teerã, mantêm ações militares. A crise afetou o transporte marítimo e contribuiu para a alta das cotações internacionais do petróleo nas últimas semanas.

Países do G7 pressionaram o Irã a interromper o apoio ao grupo iemenita e pediram aos houthis o fim dos ataques contra a Arábia Saudita. O governo iraniano, porém, não assumiu responsabilidade direta pela ofensiva mais recente do grupo.

Fontes do governo americano disseram à CNN que a segurança de Pezeshkian durante a visita é feita pelo Serviço Secreto dos Estados Unidos. Outros integrantes da delegação iraniana estão sob proteção do Serviço de Segurança Diplomática do Departamento de Estado.

Fonte: O Globo

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