O perito oficial Pablo Ferrari afirmou em 22 de setembro, durante o segundo julgamento sobre a morte de Diego Maradona, que não é possível descartar a Covid-19 como causa e classificou o episódio como uma morte súbita.
Segundo Ferrari, o ex-jogador teria sofrido uma falha ventricular cardíaca, seguida de edema agudo de pulmão e parada cardiorrespiratória. Ele contestou a acusação de que Maradona teria passado cerca de 12 horas em agonia.
O perito disse que o acúmulo de líquido nos pulmões poderia ter ocorrido em poucos minutos ou em algumas horas. Para ele, uma pessoa com edema agudo de pulmão não permaneceria por longos períodos em sufocamento.
Ferrari também afirmou que não identificou, nos exames de função hepática analisados, alterações que exigissem atendimento médico emergencial. As conclusões divergem dos resultados da Junta Médica, formada por mais de 20 profissionais.
Durante o interrogatório da acusação, o perito reconheceu que não é cardiologista e admitiu não ter lido integralmente um relatório sobre os últimos dias de vida de Maradona, porque parte do material estava ilegível.
Ferrari foi a 74ª testemunha ouvida no segundo julgamento, conduzido pelo Tribunal Oral Criminal nº 7 de San Isidro. Os réus que desejarem prestar depoimento poderão fazê-lo em 29 de setembro, enquanto as alegações finais estão previstas para outubro.
Fonte: O Globo