Os contratos com casas de apostas representam cerca de 7% das receitas dos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, segundo levantamento baseado nos orçamentos de 2025 e nos valores fixos dos acordos para 2026.
Treze dos 20 clubes da primeira divisão exibem marcas de bets como patrocinadoras máster. Juntas, as empresas devem injetar aproximadamente R$ 1,1 bilhão no futebol brasileiro em 2026, valor semelhante ao registrado na temporada anterior.
Nenhum contrato analisado supera 13% do orçamento de um clube. O Flamengo apresenta a maior dependência proporcional: os R$ 268,5 milhões pagos pela Betano correspondem a 12,85% da receita bruta de R$ 2,08 bilhões registrada pelo clube em 2025.
Corinthians e São Paulo aparecem na sequência, com os contratos equivalendo a 10,6% e 10,5% de seus respectivos orçamentos. A Esportes da Sorte paga R$ 103 milhões fixos por ano ao Corinthians, enquanto a Superbet repassa R$ 113 milhões anuais ao São Paulo.
No Palmeiras, os R$ 100 milhões pagos pela Sportingbet representam 5,6% do orçamento, devido à receita bruta de R$ 1,78 bilhão obtida pelo clube em 2025. Botafogo, com 3,8%, e Remo, com 3,6%, estão entre os clubes com menor dependência proporcional dos contratos.
Bahia, Grêmio e Internacional deixaram de receber receitas das antigas patrocinadoras máster após romperem os acordos em 2026. Santos, Vasco, Cruzeiro e Remo também trocaram de patrocinador, enquanto Athletico-PR e Coritiba deixaram de estampar marcas de apostas após a temporada na Série B.
Fonte: O Globo