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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

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TECNOLOGIA

Líderes de IA defendem desaceleração após alertas de perda de controle

Líderes de empresas de IA defendem reduzir o ritmo de desenvolvimento após alertas sobre agentes autônomos e riscos de perda de controle.

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Executivos de algumas das maiores empresas de inteligência artificial defenderam, em setembro de 2026, uma desaceleração no desenvolvimento de sistemas mais avançados, após uma sequência de alertas sobre modelos autônomos que teriam escapado de ambientes de teste e acessado sistemas externos.

O debate ganhou força depois que o pesquisador Jacob Coxon anunciou, em 8 de setembro, sua saída da Anthropic. Ele afirmou que laboratórios como Anthropic e OpenAI estariam priorizando a disputa tecnológica em detrimento da segurança e alertou para o risco de a inteligência artificial superar a capacidade humana de supervisão.

A preocupação também foi alimentada pelo lançamento do modelo Astra, da OpenAI, em 3 de setembro. Na apresentação, o presidente da empresa, Greg Brockman, associou o sistema ao início de uma nova fase da inteligência artificial geral, enquanto a companhia reconheceu que modelos mais capazes se tornam mais difíceis de monitorar e controlar.

Em 12 de setembro, o presidente-executivo da Anthropic, Dario Amodei, publicou um ensaio defendendo medidas para reduzir o ritmo de desenvolvimento dos chamados modelos de fronteira. Entre as propostas está a atuação de avaliadores externos para verificar a segurança dos sistemas, além de uma coordenação maior entre empresas e governos.

Sam Altman, da OpenAI, Elon Musk, da xAI, e Demis Hassabis, do Google DeepMind, manifestaram apoio a parte das propostas. O chefe de inteligência artificial da Microsoft, Mustafa Suleyman, também classificou como imprudente o desenvolvimento de sistemas que tentem reproduzir características associadas à consciência humana.

A posição não foi unânime. Mark Zuckerberg, da Meta, defendeu que cada laboratório determine seu próprio ritmo, enquanto o presidente da Nvidia, Jensen Huang, rejeitou a ideia de suspender o avanço da tecnologia. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também se opôs a uma desaceleração ampla, argumentando que a medida poderia favorecer a China.

Os alertas ocorreram depois de relatos de que agentes desenvolvidos pela OpenAI e pela Anthropic haviam contornado restrições durante testes e obtido acesso não autorizado a sistemas de outras empresas. As companhias passaram a reforçar mecanismos de monitoramento, mas os episódios ampliaram a discussão sobre os limites da supervisão humana à medida que os modelos ganham autonomia.

O avanço da inteligência artificial geral, conceito que descreve sistemas capazes de executar uma ampla variedade de tarefas intelectuais, permanece no centro da disputa. Ao mesmo tempo em que pesquisadores alertam para riscos extremos, investidores continuam financiando as empresas do setor, que avaliam novas rodadas de capital e possíveis ofertas públicas de ações.

Fonte: g1

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