O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acusou nesta quarta-feira (23), durante uma live em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de ser responsável pela expansão das apostas on-line e pelo endividamento associado às bets.
Ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), Flávio afirmou ser contra jogos de qualquer tipo e disse que o governo Lula permitiu a expansão dos cassinos on-line.
Segundo o candidato, Lula “deixou correr frouxo” a fiscalização das plataformas legais e ilegais. Flávio também afirmou que o presidente tenta se afastar do problema ao defender agora medidas para restringir o setor.
“Eu sou contra jogos de qualquer forma”, declarou Flávio. Ele disse ainda que votou contra a liberação dos jogos e acusou a bancada do PT de ter apoiado a medida.
O senador relacionou as apostas ao endividamento das famílias e citou o Fortune Tiger, conhecido como “Jogo do Tigrinho”. “Essa dívida que você tem com o Tigrinho é culpa do Lula”, afirmou.
Flávio também disse que o número de apostadores quase dobrou em relação ao fim do governo de Jair Bolsonaro. Na sequência, associou o tema das bets ao filho do presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, o Lulinha.
A posição atual do candidato representa uma mudança em relação à adotada em 2020, quando participou de uma missão oficial do Senado a Miami e Las Vegas para tratar da instalação de cassinos integrados a resorts no Brasil. Na ocasião, publicou que investidores poderiam aplicar cerca de US$ 15 bilhões no país.
Em 2023, Flávio aderiu à Frente Parlamentar Evangélica no Senado. No ano seguinte, votou contra o projeto que autorizava cassinos, bingos, jogo do bicho e apostas em corridas de cavalos.
O senador também passou a defender medidas mais duras contra as apostas on-line. Em novembro do ano passado, afirmou que as bets não deveriam existir e disse ter apresentado uma emenda para elevar a tributação do setor a 70%.
A regulamentação das apostas de quota fixa foi aprovada pelo Congresso em 2023, durante o terceiro mandato de Lula. O presidente passou a defender publicamente o fim do “Jogo do Tigrinho” e atribui às plataformas parte do endividamento das famílias.
Fonte: O Globo