O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, confirmou nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, que o governo americano convidou formalmente o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para participar da cúpula do G20, marcada para dezembro, em Miami.
Segundo Rubio, o convite busca abrir espaço para o diálogo entre Putin, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e outros líderes mundiais. "Para resolver problemas, é preciso dialogar com pessoas com quem se discorda ou com quem se tem divergências", afirmou o secretário a jornalistas em Nova York.
O anúncio ocorreu após uma reunião de Rubio com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, à margem da Assembleia Geral da ONU. Em nota, a chancelaria russa informou que os dois discutiram, entre outros temas, a guerra na Ucrânia e os preparativos para os eventos do G20 no fim do ano, sem mencionar o convite a Putin.
O encontro aconteceu antes de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a segurança na Ucrânia. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou nas redes sociais que a Rússia realizou ataques durante a noite contra Kiev e outras regiões e pediu aos aliados mais pressão financeira e sanções contra Moscou.
A subsecretária-geral da ONU Rosemary DiCarlo apelou por medidas urgentes para interromper os ataques de ambos os lados contra civis e instalações de energia. Ela disse que a guerra provocou uma escalada do sofrimento humano e consequências que ultrapassam os países diretamente envolvidos.
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, acusou a Rússia de violar o direito internacional ao atacar civis e infraestruturas ucranianas. Lavrov, por sua vez, atribuiu à Europa e ao apoio europeu à Ucrânia a responsabilidade pela invasão russa em larga escala iniciada em 2022.
Lavrov afirmou que Moscou está disposta a buscar uma paz duradoura e justa com a Ucrânia, mas descartou uma pausa nas operações militares. Segundo ele, países europeus defenderiam um cessar-fogo para ampliar o fornecimento de armas a Kiev.
Fonte: O Globo