O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, confirmou nesta quarta-feira (23) que o governo americano convidou formalmente o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para participar da cúpula do G20, marcada para dezembro, em Miami.
Segundo Rubio, o encontro pode abrir espaço para que Putin dialogue com o presidente Donald Trump e com outros líderes mundiais. "Para resolver problemas, é preciso dialogar com pessoas com quem se discorda ou com quem se tem divergências", afirmou o secretário a jornalistas em Nova York.
O anúncio ocorreu após uma reunião entre Rubio e o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, à margem da Assembleia Geral da ONU. Em nota, a chancelaria russa informou que os dois discutiram a guerra na Ucrânia e a preparação dos eventos do G20, mas não mencionou diretamente o convite a Putin.
O encontro aconteceu antes de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a segurança na Ucrânia. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu aos aliados que aumentem a pressão financeira e as sanções contra a Rússia após novos ataques registrados durante a noite.
Durante a reunião, a subsecretária-geral da ONU Rosemary DiCarlo defendeu medidas urgentes para interromper os ataques contra civis e infraestruturas de energia. Ela afirmou que a guerra provoca consequências além dos países envolvidos, incluindo prejuízos às exportações agrícolas e riscos à segurança alimentar global.
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, acusou a Rússia de violar o direito internacional ao atacar alvos civis e infraestruturas ucranianas. Lavrov, por sua vez, atribuiu à Europa e ao apoio europeu à Ucrânia a responsabilidade pela invasão em larga escala iniciada pela Rússia em 2022 e disse que Moscou não interromperá as operações militares.
Fonte: O Globo