A família E2, da brasileira Embraer, ganhou espaço no mercado internacional por combinar menor consumo de combustível, autonomia e capacidade adequada para rotas que não exigem aviões de 180 a 200 passageiros. Em 22 de setembro de 2026, porém, uma instabilidade global no sistema de GPS afetou parte da operação de aeronaves E2, principalmente na Azul.
Segundo a Embraer, o problema de recepção do sinal não compromete a segurança dos voos. A fabricante informou que os aviões contam com sistemas e procedimentos de navegação capazes de manter a operação mesmo em condições de instabilidade do GPS, enquanto a causa do problema é investigada com a Honeywell, fornecedora de equipamentos instalados nas aeronaves afetadas.
O E2 é uma família de jatos comerciais de corredor único formada pelos modelos E175-E2, E190-E2 e E195-E2. O maior deles, o E195-E2, pode ser configurado para até 132 passageiros e tem alcance de aproximadamente 5.556 quilômetros, de acordo com as especificações divulgadas pela Embraer.
O projeto utiliza asas de maior eficiência aerodinâmica, motores de nova geração e sistema de controle de voo fly-by-wire. A fabricante afirma que o E2 reduz em até 19% o consumo de combustível e melhora em até 29% a eficiência por assento em comparação com a geração anterior de E-Jets.
Para as companhias aéreas, uma das principais vantagens está no chamado dimensionamento correto da aeronave. Em vez de operar um avião maior com muitos assentos vazios, a empresa pode usar um jato de 120 a 150 passageiros em rotas de menor demanda, mantendo frequência e conexão entre cidades que não comportariam um Boeing ou um Airbus maior.
A procura também foi favorecida pela demora na entrega de aviões de corredor único produzidos por Boeing e Airbus. Segundo a reportagem original, a combinação entre demanda por viagens, problemas na cadeia global de suprimentos e prazos de entrega mais curtos ajudou a Embraer a conquistar clientes que precisam ampliar a frota em menos tempo.
Em junho de 2026, a Embraer informou que o programa E2 havia ultrapassado 500 pedidos firmes, com mais de 200 aeronaves em operação e 24 clientes. No segundo trimestre, a carteira de pedidos da companhia chegou a US$ 34,5 bilhões, enquanto a aviação comercial respondeu por US$ 15,1 bilhões.
No Brasil, os modelos E2 são operados por Azul e Latam, e a Gol anunciou a compra de 20 aeronaves E195-E2. No exterior, há clientes ou encomendas de empresas como Avelo Airlines, Finnair, Star Air, Luxair e Airlink.
Fonte: g1