A defesa de Lindsay Clancy pediu ao tribunal de Massachusetts, nos Estados Unidos, que investigue a atuação de um jurado após o julgamento da mulher, acusada de matar os três filhos, ser anulado por falta de consenso entre os 12 integrantes.
O advogado Kevin Reddington solicitou, em petição apresentada em 18 de setembro de 2026, a análise das ligações e mensagens enviadas pelo jurado durante os dias de deliberação, além da verificação das respostas dadas por ele na seleção do júri.
Michael Desronvil era o único jurado que defendia a responsabilização criminal de Clancy. O advogado dele, Edward Paltzik, afirmou que o pedido da defesa representa um ataque contra seu cliente por ter cumprido o dever cívico.
O julgamento foi anulado no início de setembro, depois que o júri informou que não havia conseguido chegar a um veredito unânime. Segundo jurados ouvidos após o processo, a votação terminou em 11 a 1 pela absolvição de Clancy.
Clancy é acusada de homicídio em primeiro grau pelas mortes de Cora, de 5 anos, Dawson, de 3, e Callan, de 8 meses. As crianças foram encontradas com faixas elásticas no pescoço em 24 de janeiro de 2023, na casa da família, em Massachusetts.
A defesa não contesta que Clancy matou os filhos, mas sustenta que ela sofria de psicose pós-parto e agiu após ouvir uma voz que ordenava os assassinatos e o suicídio. A promotoria afirma que a mulher tomou uma decisão intencional e planejada.
Fonte: O Globo