A defesa de Lindsay Clancy pediu ao juiz William Sullivan, em Massachusetts, nos Estados Unidos, que investigue o jurado Michael Desronvil, apontado como o único integrante do painel favorável à condenação da mulher pela morte dos três filhos. O julgamento foi anulado em 4 de setembro de 2026, depois que os jurados não chegaram a um veredito unânime.
O advogado Kevin Reddington solicitou ao tribunal a análise de possíveis ligações e mensagens enviadas por Desronvil durante os dias de deliberação, além da verificação das respostas dadas por ele no questionário de seleção do júri.
A defesa também quer esclarecer se o jurado utilizou telefone celular durante as deliberações e se forneceu informações verdadeiras no processo de seleção. O advogado Edward Paltzik, que representa Desronvil, classificou a iniciativa como um ataque contra seu cliente por cumprir o dever cívico.
Segundo relatos de jurados após o fim do julgamento, a votação terminou em 11 a 1 a favor de considerar Clancy não responsável criminalmente pelas mortes. A defesa sustenta que ela sofria de psicose pós-parto, enquanto a promotoria afirma que a mulher agiu de forma intencional e planejada.
Clancy é acusada de homicídio em primeiro grau pela morte de Cora, de 5 anos, Dawson, de 3, e Callan, de 8 meses. As crianças foram encontradas com faixas elásticas em volta do pescoço em 24 de janeiro de 2023, na casa da família, em Massachusetts; Callan morreu dias depois.
A mulher não contesta que matou os filhos, mas se declarou inocente das acusações de assassinato. De acordo com a defesa, ela teria agido sob influência de alucinações e ouvido uma voz que ordenava a morte das crianças e o próprio suicídio.
Fonte: O Globo