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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

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Colômbia militariza Santa Marta após onda de violência ligada ao narcotráfico

Presidente da Colômbia ordena militarização de Santa Marta após ataques e incêndios atribuídos a grupo ligado ao narcotráfico.

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O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, ordenou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, a militarização de Santa Marta, cidade caribenha atingida por ataques a comerciantes e incêndios de veículos após operações contra um grupo ligado ao narcotráfico.

Na madrugada, o presidente afirmou que as autoridades mataram um coordenador das Autodefesas Conquistadoras da Sierra Nevada (ACSN) e 12 colaboradores do grupo, que atua em Santa Marta e áreas próximas.

As ACSN têm origem paramilitar e são financiadas, segundo informações apresentadas na matéria, pelo controle de rotas do narcotráfico e pela extorsão no Caribe. A atuação do grupo se estende da Sierra Nevada de Santa Marta ao departamento de La Guajira, na fronteira com a Venezuela.

Partes da cidade amanheceram desertas após rumores sobre um “paro armado” imposto pelas ACSN em resposta à operação militar. O termo é usado na Colômbia para descrever restrições forçadas ao comércio e à circulação determinadas por organizações criminosas.

Uma equipe da AFP relatou ter visto um caminhão de carga em chamas em uma estrada e um ônibus carbonizado em outro setor da cidade, onde dezenas de estabelecimentos estavam fechados. Moradores também relataram tensão e paralisação do transporte público.

Vídeos publicados nas redes sociais mostram homens armados circulando de moto e atirando contra lojas abertas. De la Espriella disse que os criminosos ameaçaram comerciantes, moradores e transportadores e determinou o reforço da presença militar na cidade.

A polícia ampliou o efetivo nas áreas comerciais, com unidades antiextorsão e forças especiais, enquanto tropas do Exército foram mobilizadas na estrada que liga Santa Marta a La Guajira. O presidente informou ainda que três pessoas foram detidas.

Desde que assumiu o cargo, em agosto, De la Espriella promete combater grupos ilegais financiados pelo narcotráfico, pela mineração ilegal e pela extorsão. A ofensiva do governo já incluiu operações aéreas contra grupos armados em regiões da Amazônia e da fronteira com a Venezuela.

Fonte: O Globo

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