O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, ordenou na terça-feira, 22 de setembro de 2026, a militarização de Santa Marta, após ataques contra comerciantes e incêndios de veículos atribuídos às Autodefesas Conquistadoras da Sierra Nevada (ACSN).
Na madrugada, o governo informou que as forças de segurança mataram um coordenador da organização e 12 colaboradores durante uma operação. As ACSN atuam na região do Caribe colombiano e são associadas ao controle de rotas do narcotráfico e à extorsão.
Áreas de Santa Marta amanheceram desertas após rumores sobre um “paro armado” imposto pelo grupo. O termo é usado na Colômbia para descrever restrições forçadas ao comércio e à circulação.
Uma equipe da AFP encontrou um caminhão em chamas em uma estrada e um ônibus carbonizado em outro ponto da cidade. Dezenas de estabelecimentos estavam fechados, e o transporte público permanecia parado, segundo relatos locais.
Vídeos publicados nas redes sociais mostram homens armados em motocicletas percorrendo ruas e atirando contra lojas abertas. De la Espriella afirmou que os criminosos ameaçaram comerciantes, moradores e transportadores.
A polícia reforçou a presença em áreas comerciais com unidades antiextorsão e forças especiais. Tropas do Exército foram mobilizadas na estrada que liga Santa Marta ao departamento de La Guajira, e três pessoas foram detidas, segundo o governo.
Desde que assumiu o cargo, em agosto de 2026, De la Espriella promete intensificar o combate a grupos financiados pelo narcotráfico, pela mineração ilegal e pela extorsão. A ofensiva inclui operações militares contra organizações armadas em diferentes regiões do país.
Fonte: O Globo