O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, ordenou na terça-feira (22) a militarização de Santa Marta, no Caribe, após uma onda de violência atribuída às Autodefesas Conquistadoras da Sierra Nevada (ACSN), grupo ligado ao narcotráfico.
Segundo o governo, as autoridades mataram um coordenador da organização e 12 colaboradores durante uma operação realizada na região. Após a ação, comerciantes relataram ameaças, enquanto veículos foram incendiados em diferentes pontos da cidade.
Áreas de Santa Marta amanheceram vazias em meio a rumores sobre um "paro armado" imposto pelas ACSN. O termo é usado na Colômbia para descrever restrições forçadas ao comércio e à circulação determinadas por grupos criminosos.
Uma equipe da AFP observou um caminhão em chamas em uma estrada e um ônibus carbonizado em uma área onde dezenas de estabelecimentos estavam fechados. Moradores também relataram a interrupção do transporte público.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, De la Espriella afirmou que os criminosos ameaçavam comerciantes, moradores e transportadores. A polícia reforçou a presença em áreas comerciais, enquanto tropas do Exército foram mobilizadas na estrada que liga Santa Marta ao departamento de La Guajira.
O presidente informou ainda que três pessoas foram detidas. A ofensiva faz parte da política de segurança adotada por seu governo contra grupos financiados pelo narcotráfico, pela mineração ilegal e pela extorsão.
Fonte: O Globo