Chuvas intensas associadas ao fenômeno El Niño fizeram o Deserto do Atacama, no norte do Chile, florescer após o inverno de 2026. O fenômeno cobre áreas da região com espécies como suspiros brancos e patas de guanaco.
O deserto abriga milhões de sementes e bulbos que permanecem sob a areia durante o ano e germinam após as precipitações. As flores podem formar grandes extensões coloridas entre dunas e planícies próximas a Copiapó, cerca de 800 quilômetros ao norte de Santiago.
Segundo a Corporação Nacional Florestal do Chile (Conaf), as chuvas ultrapassaram 180 milímetros em alguns pontos, em volumes considerados inéditos na região. A previsão é que o chamado deserto florido alcance o máximo esplendor em outubro, com uma área estimada em 15 mil hectares.
As precipitações ocorreram principalmente entre 16 e 22 de julho e também provocaram impactos no norte chileno. De acordo com as autoridades, o temporal deixou 13 mortos e cerca de 4 mil moradias destruídas ou gravemente danificadas.
O fenômeno natural envolve mais do que a floração. Abelhas, besouros, caracóis, aves, répteis e mamíferos participam do ecossistema, enquanto os insetos ajudam na polinização e na fertilização do solo.
Com a chegada de turistas para observar a paisagem, a Conaf orienta os visitantes a não pisarem nas plantas, utilizarem as rotas estabelecidas e não levarem animais para a área, devido ao risco de transmissão de doenças à fauna local.
Fonte: O Globo