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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

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China amplia infraestrutura de IA enquanto Trump e Xi discutem tecnologia

China constrói centros de dados em áreas rurais para ampliar sua capacidade de IA enquanto Trump e Xi discutem a tecnologia.

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A China acelera a construção de centros de dados em Ulanqab, na Mongólia Interior, para ampliar sua capacidade de processamento de inteligência artificial, enquanto os presidentes Donald Trump e Xi Jinping discutem segurança e competição tecnológica em Washington nesta semana.

A região, conhecida por anos como uma das principais áreas produtoras de batata do país, passou a receber grandes instalações destinadas a empresas como Huawei, ByteDance e DeepSeek. O local faz parte de uma estratégia chinesa de concentrar infraestrutura digital em áreas menos povoadas, com terrenos mais baratos, clima frio e potencial de geração eólica e solar.

O governo chinês estabeleceu como meta que a inteligência artificial esteja integrada a mais de 90% dos terminais inteligentes e agentes de IA até 2030. A política faz parte do plano de expansão da tecnologia para a indústria, a pesquisa científica, os serviços públicos e outras áreas da economia.

A disputa com os Estados Unidos também influencia a formação de mão de obra. Pesquisadores e engenheiros chineses que estudaram no exterior têm retornado ao país, atraídos por programas públicos, investimentos e oportunidades de aplicar a IA em setores como saúde, medicina, novos materiais e energia.

Washington mantém restrições à exportação de chips e equipamentos avançados para a China. O CEO da Anthropic, Dario Amodei, defende a continuidade das limitações, sob o argumento de que uma liderança chinesa em IA poderia aumentar os riscos para os Estados Unidos e para outros países.

Pequim, por sua vez, promove modelos de inteligência artificial mais baratos e de código aberto. A estratégia permite que empresas, governos e usuários adaptem os sistemas, em contraste com companhias americanas como OpenAI e Anthropic, que mantêm fechados parte dos elementos de seus modelos.

A expansão dos centros de dados enfrenta obstáculos ambientais e sociais. Embora a China queira ampliar o uso de energia renovável, parte da eletricidade ainda é gerada a carvão, enquanto o consumo de água preocupa em áreas áridas da Mongólia Interior. Moradores também relatam dúvidas sobre deslocamentos de comunidades, acesso a empregos e benefícios econômicos locais.

A cúpula entre Trump e Xi ocorre em meio a negociações preliminares sobre riscos compartilhados da IA. Autoridades americanas propuseram um mecanismo de comunicação para informar incidentes com potencial de afetar a segurança nacional, mas os dois países continuam competindo pelo domínio de chips, modelos e infraestrutura computacional.

Fonte: g1

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