Um marinheiro indiano morreu nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, após um ataque contra o navio mercante Cape Dao, no Estreito de Ormuz. A embarcação, que levava a bandeira de Antígua e Barbuda, foi atingida e pegou fogo, segundo autoridades de Omã e da Índia.
A Marinha de Omã retirou 27 tripulantes do navio após o ataque, que provocou um incêndio e matou um integrante da equipe. O Ministério das Relações Exteriores da Índia confirmou a nacionalidade da vítima.
O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo. Cerca de 20% do consumo mundial da commodity passa pela região.
Desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã, em fevereiro de 2026, a navegação na área enfrenta restrições. O Mar Vermelho passou a ser usado como rota alternativa, mas a tomada do Estreito de Bab el-Mandeb por integrantes do grupo Houthis, apoiado pelo Irã, dificultou as operações.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quarta-feira, durante a 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York, que o país não permitirá que o Estreito de Ormuz seja usado para agressões contra o Irã.
Na véspera, o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, e o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, participaram de uma rodada de conversas mediada pelo Catar. O encontro foi descrito por Witkoff como produtivo, mas o governo iraniano negou que tenha flexibilizado suas posições para viabilizar um acordo.
Fonte: O Globo