O perito Pablo Ferrari afirmou nesta terça-feira (22), durante o segundo julgamento sobre a morte de Diego Maradona, em San Isidro, na Argentina, que não é possível descartar a Covid-19 como causa do falecimento e classificou o episódio como súbito.
Segundo Ferrari, da Assessoria Pericial de San Isidro, a doença poderia ter provocado uma evolução rápida. Ele também contestou a acusação de que Maradona teria passado cerca de 12 horas em agonia antes de morrer.
O perito afirmou que o ex-jogador teria sofrido um infarto, uma arritmia e um edema agudo de pulmão, que levou à parada cardiorrespiratória. Para ele, o acúmulo de líquido nos pulmões ocorreu em um intervalo de minutos a poucas horas.
As conclusões divergem das apresentadas pela Junta Médica, formada por mais de 20 profissionais, e da tese da acusação. Durante o interrogatório, Ferrari admitiu que não analisou integralmente um relatório médico porque parte do material estava ilegível.
O depoimento foi o 74º do segundo julgamento, conduzido pelo Tribunal Oral Criminal nº 7 de San Isidro. Os réus poderão prestar declarações em 29 de setembro, e as alegações finais estão previstas para outubro.
Fonte: O Globo