Ir para o conteúdo

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

JUSTIÇA

Perito aponta morte súbita de Maradona e não descarta Covid-19

Perito afirma que Maradona teve morte súbita, contesta longa agonia e diz que Covid-19 não pode ser descartada como causa.

Compartilhe
WhatsApp

O perito oficial Pablo Ferrari afirmou nesta terça-feira (22), durante o segundo julgamento sobre a morte de Diego Maradona em San Isidro, na Argentina, que não é possível descartar a Covid-19 como causa da morte e classificou o episódio como súbito.

Segundo Ferrari, o ex-jogador teria sofrido uma falha ventricular cardíaca, seguida de edema agudo de pulmão e parada cardiorrespiratória. O perito contestou a versão de que Maradona teria passado cerca de 12 horas em agonia antes de morrer.

Ferrari declarou que o acúmulo de líquido nos pulmões poderia ter ocorrido em um intervalo entre poucos minutos e poucas horas. Para ele, uma pessoa com edema agudo de pulmão não permaneceria por longas horas em processo de sufocamento.

O perito também afirmou que a Covid-19 poderia provocar uma evolução rápida e levar à morte em poucas horas. Maradona morreu em novembro de 2020, durante a pandemia.

As conclusões de Ferrari divergem dos resultados da Junta Médica, formada por mais de 20 profissionais. Durante o interrogatório, a acusação questionou a análise por ter sido assinada apenas pelo médico-legista, que reconheceu não ser cardiologista.

O perito admitiu ainda que não leu integralmente um relatório sobre os últimos dias de vida de Maradona porque algumas partes estavam ilegíveis. Ele disse que não avaliou os trechos que não conseguiu compreender.

Ferrari foi a 74ª testemunha ouvida no segundo julgamento, conduzido pelo Tribunal Oral Criminal nº 7 de San Isidro. Os réus que desejarem prestar depoimento poderão fazê-lo em 29 de setembro, enquanto as alegações finais estão previstas para outubro.

Fonte: O Globo

Leia também