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terça-feira, 22 de setembro de 2026

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Limite de estrangeiros no Brasileirão se aproxima de modelos da Argentina e do México

CBF reduzirá gradualmente o limite de estrangeiros no Brasileirão; veja como funcionam as regras em ligas da Europa e de outros países.

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou na segunda-feira, 21 de setembro de 2026, uma redução gradual do limite de estrangeiros por partida nas competições nacionais. O número cairá de nove jogadores relacionados atualmente para oito em 2027 e chegará a cinco por jogo em 2030.

Com a mudança, o futebol brasileiro adotará um modelo mais próximo dos praticados na Argentina e no México. As principais ligas da Europa seguem critérios diferentes, com regras voltadas à formação de atletas locais e distinções para jogadores de países da União Europeia.

Na Inglaterra, não há limite direto para estrangeiros. Os clubes precisam ter pelo menos oito jogadores formados na Inglaterra ou no País de Gales por três anos antes de completarem 21 anos. Em um elenco de 25 atletas, isso permite até 17 jogadores que não atendam ao critério de formação local.

Na Espanha, cada clube pode ter no máximo três jogadores de fora da União Europeia. Franceses, alemães e portugueses não ocupam essas vagas, enquanto brasileiros, argentinos e britânicos são considerados extracomunitários. Atletas com dupla cidadania de um país da União Europeia também ficam fora desse limite.

Na Itália, o limite é de dois novos jogadores de fora da União Europeia contratados do exterior por temporada. A regra considera britânicos e suíços como cidadãos da União Europeia. A Série A também exige oito atletas formados na Itália, sendo quatro pela base do próprio clube.

A França permite até quatro jogadores extracomunitários. Na Alemanha, não há limite para estrangeiros, mas os clubes precisam contar com pelo menos 12 jogadores alemães e oito atletas formados no país, dos quais ao menos quatro devem ter sido desenvolvidos pelo próprio clube.

Na Argentina, os clubes podem ter seis estrangeiros no elenco, mas apenas cinco podem ser relacionados por partida. No México, o critério considera jogadores não formados no país: cada equipe pode ter até nove no elenco e escalar até sete atletas de fora do México por jogo.

A Major League Soccer, dos Estados Unidos, adota um sistema diferente. A liga distribui 241 vagas para jogadores internacionais entre os 30 clubes, e os times podem negociar essas vagas, o que faz o número variar entre os elencos.

Fonte: O Globo

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