A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou na segunda-feira (21) a redução gradual do limite de estrangeiros relacionados por partida no futebol brasileiro. O número cairá de nove atletas atualmente para oito em 2027 e chegará a cinco por jogo em 2030.
O modelo aproxima o Brasil de países como Argentina e México e difere das principais ligas europeias, que adotam regras próprias para jogadores formados localmente e, em alguns casos, não contabilizam atletas de outros países da União Europeia como estrangeiros.
Na Inglaterra, não há limite de estrangeiros. A Premier League exige que pelo menos oito jogadores de um elenco de 25 sejam formados em clubes filiados às federações inglesa ou galesa por três anos antes dos 21 anos, independentemente da nacionalidade.
Na Espanha, cada clube pode ter até três jogadores de fora da União Europeia. Atletas com dupla cidadania de um país do bloco não ocupam uma vaga de extracomunitário.
Na Itália, os clubes podem contratar até dois novos jogadores de fora da União Europeia vindos do exterior por temporada. A Série A também exige oito atletas formados no país, sendo quatro na base do próprio clube.
A França permite até quatro jogadores extracomunitários. Na Alemanha, não há limite de estrangeiros, mas os clubes precisam ter ao menos 12 jogadores alemães e oito atletas formados no país, com pelo menos quatro oriundos da própria base.
Na Argentina, os clubes podem ter seis estrangeiros no elenco, mas somente cinco podem ser relacionados por partida. No México, cada equipe pode contar com até nove jogadores não formados no país e escalar até sete deles por jogo.
Na Major League Soccer (MLS), 241 vagas para jogadores internacionais são distribuídas entre os 30 clubes. As vagas podem ser negociadas, o que faz a quantidade de atletas estrangeiros variar entre os elencos.
Fonte: O Globo