A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou em 21 de setembro de 2026 a redução gradual do limite de estrangeiros relacionados por partida no Campeonato Brasileiro. O número cairá de nove para oito em 2027 e será reduzido em uma vaga por temporada até chegar a cinco em 2030.
O modelo brasileiro se aproxima das regras adotadas por Argentina e México, mas difere das principais ligas europeias. Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália e França usam critérios relacionados à formação local e, em alguns casos, ao vínculo com a União Europeia.
Na Inglaterra, não há limite específico para estrangeiros. A Premier League exige, porém, que pelo menos oito jogadores de um elenco de 25 sejam considerados formados no país, regra que permite no máximo 17 atletas sem essa formação.
Para ser classificado como formado na Inglaterra, o jogador precisa ter atuado por pelo menos três anos, antes de completar 21 anos, em clubes filiados às federações inglesa ou galesa, independentemente da nacionalidade.
Na Espanha, os clubes podem ter até três jogadores de fora da União Europeia. Franceses, alemães e portugueses não ocupam vagas de extracomunitários, enquanto brasileiros, argentinos e britânicos entram nessa contagem, salvo quando possuem dupla cidadania de um país do bloco.
Na Itália, o limite vale para dois novos jogadores de fora da União Europeia contratados do exterior por temporada. A Série A também exige oito atletas formados no país, sendo quatro pela base do próprio clube e quatro por clubes italianos, além de considerar britânicos e suíços como cidadãos da União Europeia.
A França permite até quatro jogadores extracomunitários. Na Alemanha, não há limite para estrangeiros, mas os clubes precisam ter ao menos 12 jogadores alemães e oito atletas formados no país, sendo quatro pela base da própria equipe.
Na Argentina, os clubes podem manter seis estrangeiros no elenco, mas somente cinco podem ser relacionados por partida. Com isso, um jogador de fora do país fica fora da lista em cada jogo.
A Major League Soccer adota um sistema próprio, com 241 vagas para jogadores internacionais distribuídas entre os 30 clubes. As equipes podem negociar essas vagas, o que faz a quantidade de atletas estrangeiros variar entre os elencos.
No México, cada clube pode ter até nove jogadores não formados no país e escalar até sete atletas de fora do país por partida. O critério mexicano considera a formação do jogador, e não apenas sua nacionalidade.
Fonte: O Globo