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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Entidades criticam derrubada de vetoes na legislação eleitoral de 2026

Entidades criticam a derrubada de vetos que permitiriam repasses públicos a municípios durante ano eleitoral, acusando uso político da máquina pública.

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Entidades criticam derrubada de vetoes na legislação eleitoral de 2026

Após o Congresso Nacional derruba vetos de Lula a dispositivos da LDO 2026 que facilitavam repasses em ano eleitoral, entidades de fiscalização e defesa do controle público manifestaram preocupação. O dispositivo, que passou a valer, autoriza repasses e transferências de recursos a municípios durante o ano eleitoral.

O artigo 95 da LDO, vetado por Lula, permitia que doações de bens, valores ou benefícios por parte da administração pública a terceiros não fossem consideradas infrações eleitorais. O governo alegou que a medida representava uma exceção às regras tradicionais da legislação eleitoral.

Juliana Sakai, diretora-executiva da Transparência Brasil, afirmou que a revogação do veto configura uma "manobra que afronta a Lei Eleitoral e a Lei de Responsabilidade Fiscal". Ela apontou que a mudança dá margem ao uso político e econômico da máquina pública, favorecendo candidatos que controlam recursos públicos e prejudicando a igualdade nas eleições.

Ela acrescentou que a medida é inconstitucional e espera que a Procuradoria-Geral da República leve o tema ao STF. A Transparência Internacional também criticou a decisão, destacando o risco de desequilíbrios no processo eleitoral e o impacto na renovação política, além do fortalecimento de grupos que se beneficiam de recursos públicos ao longo da campanha.

Em sua análise, órgãos de controle alertam para a possibilidade de os repasses parlamentares reforçarem a influência de determinados candidatos, dificultando a participação de grupos marginalizados, como mulheres e minorias.

Fonte: O Globo

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